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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Menino de 6 anos sobe montanhas para ajudar a combater doença de irmão

De BBC-Brasil

Um menino de 6 anos subiu três montanhas do País de Gales, na Grã-Bretanha, para arrecadar fundos para o combate à doença rara da qual sofre seu irmão.
 
Dylan Carlyon fez caminhadas por três picos, o Pen-y-Fan, de 886 metros, o Sugarloaf, de 596 metros, e a Skirrid Mountain, de 488 metros.
Hari, irmão de Dylan, foi diagnosticado com hipermobilidade em suas articulações e ligamentos, condição que o impedia de caminhar ou engatinhar.
O menino começou a dar os primeiros passos depois de ter se submetido a um tratamento de hidroterapia no hospital infantil de Cardiff, capital do País de Gales.
O tratamento, entretanto, tinha horários limitados, pois o hospital precisava usar a piscina para outros fins.
Quando Dylan descobriu que a ONG Noah's Ark Appeal estava tentando levantar cerca de 7 milhões de libras (cerca de R$ 18,4 milhões) para construir uma piscina exclusiva para a hidroterapia, decidiu começar sua empreitada para angariar fundos.
A mãe de Dylan, Ceri Carlyon, conta que o menino ''sempre deu muito apoio a Hari, tanto física como mentalmente'', e conta que ele chegou a ajudar o irmão a dar seus primeiros passos.
O pai, David, faz a caminhada ao lado do filho, e conta que a empreitada foi cansativa, mas que, ao final, ele e Dylan se sentiram ''exultantes''.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Estudo revela abismo educacional entre classes média e alta

Da BBC Brasil em Brasília

Com a adesão de cerca de 40 milhões de pessoas na última década, a classe média tornou-se majoritária no Brasil, englobando 52% da população. Mas a ambição do grupo por novas chances de ascensão pode ser bloqueada pelo abismo educacional que o separa da classe alta, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência (SAE).
Feito com base na última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), de 2009, o levantamento revela que, embora os índices educacionais da classe média tenham avançado bastante nos últimos anos, seguem distantes dos da classe alta: ao passo que 87% dos brasileiros mais ricos concluem o ensino médio, apenas 59% da classe média alcançam o mesmo estágio.
O grupo também fica muito atrás quanto a anos de estudo e gastos com educação. Enquanto cada membro da classe média despende, em média, R$ 52 com educação por mês, entre os mais ricos, o gasto chega a R$ 220.
Batizada de A Classe Média em Números, a pesquisa traça os perfis das três faixas de renda brasileiras (baixa, média e alta) conforme critérios educacionais, habitacionais e regionais e define como classe média os brasileiros com renda familiar mensal entre R$ 1.000 e R$ 4.000.
Segunda faixa mais numerosa, a classe baixa representa 34% da população; já a classe alta é engloba 12% do total dos brasileiros.
Acesso às universidades
Para o secretário de Assuntos Estratégicos da SAE, Ricardo Paes de Barros, "o acesso à educação é a grande diferença entre as classes média e alta".
Segundo ele, o levantamento mostra que a classe média dá crescente importância à educação - o grupo vem investindo quantias cada vez maiores com os estudos.
Escola pública em Agrestina, Pernambuco. WikimediaCommons
Apenas 5% dos integrantes da classe média
têm 15 anos de estudo ou mais; na classe alta, são 36%









                                                                                      

Para reduzir a distância que a separa da classe alta, porém, Paes de Barros diz ser necessário dar maior ênfase à qualidade do ensino médio público e ampliar o acesso da classe média às universidades e ao ensino técnico.
O acesso à cultura também se mostra uma grande barreira entre os dois grupos: enquanto cada integrante da classe média gasta R$ 37 por mês com recreação e cultura, os mais ricos gastam R$ 127.
Nesse caso, o secretário afirma que a classe média tem a desvantagem de crescer mais em cidades médias e pequenas, onde a oferta de bens culturais é menor. "Precisamos ver como levar cultura até eles", disse à BBC Brasil.
Bens e serviços
A pesquisa revela ainda disparidades entre os grupos populacionais quanto ao acesso a bens e serviços.
Apenas 30% da classe média tem acesso à internet em casa, índice bem inferior ao da classe alta (72%). O telefone fixo está presente em 48% dos domicílios de classe média e em 81% dos lares mais ricos.
Há ainda diferenças significativas no acesso a saneamento adequado (76% na classe média, 92% na alta) e gastos com saúde (R$ 135 por mês por pessoa na classe média, R$ 438 na alta).

Ibovespa despenca 6,6% e vai a 49 mil pontos, após EUA

Alemanha cai 5% e NY piora sinais. S&P começa a rebaixar os ratings das empresas dos Estados Unidos


iG São Paulo | 08/08/2011 09:42 - Atualizada às 14:52

O Ibovespa piora a cada negócio nesta tarde. O principal índice da praça paulista recuava 6,6% às 14h50, cotado em 49.431 pontos. Os mercados de ações na Ásia e na Europa também iniciaram a semana em queda, reagindo à notícia de rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos pela Standard and Poor's. A continuidade da crise da dívida europeia também estressa os investidores.
Duas decisões tomadas neste final de semana tentaram aliviar as tensões dos investidores, sem muito sucesso. O Banco Central Europeu (BCE) decidiu comprar títulos da Espanha e Itália, fato que chegou a fazer as bolsas desses países subirem, mas não por muito tempo. Além disso, em reunião ontem, os países do G-20, que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes, garantiram que não vão mudar suas políticas de gestão de reservas. Por ser a moeda usada nas reservas mundiais, o dólar acaba negociando numa situação que parece paradoxal. Mesmo com os Estados Unidos ameaçados, os investidores seguem comprando a moeda, que sobe.

Em Nova York, Nasdaq caía 4,07% e o Dow Jones recuava 3,03%. Segundo a CNN, as bolsas ampliam o mergulho com os novos rebaixamentos feitos pela Standard & Poor's, dessa vez para as empresas. Normalmente, quando uma agência muda o rating de crédito de um país, precisa ajustar as classificações das companhias. As gigantes de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac, que estiveram no epicentro da crise de 2008, foram rebaixadas.
Em relatório, o BlackRock disse que esperava o corte da nota dos Estados Unidos e que já tomou providências sobre os rebaixamentos das empresas. "Estamos preparados para contínuos rebaixamentos nesta semana de muitos ativos que derivam do rating do governo dos Estados Unidos."
As bolsas operam em baixa novamente, e as quedas começam a ficar parecidas com as da última quinta-feira, quando todos os mercados da Europa encerraram com perdas superiores a 3% e o Ibovespa fechou em baixa de 5,72%, na primeira reação mais forte de medo em relação a uma recessão mundial.

Na imprensa internacional, o noticiário trouxe temores sobre uma possível “segunda-feira negra”, em uma reedição do dia 19 de outubro de 1987, quando o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, sofreu uma queda de 22%.
Mas, ao saber do rebaixamento dos Estados Unidos, líderes de vários países dispensaram as folgas para discutir como minimizar os efeitos da notícia e tentar evitar a segunda-feira negra. Oo anunciar a compra de títulos de Espanha e Itália, o BCE limitava os declínios dos mercados. As bolsas da Espanha e da Italia subiam.
Em nota desta manhã, o Banco Fator diz que a semana será "de digestão difícil". Para a instituição, depois de cometerem grandes erros, as agências de rating parecem buscar prestígio perdido com o rebaixamento dos Estados Unidos. "A reação da China não é inteligente: chamar o déficit dos EUA de vício é como chamar o superávit chinês de incentivo ao vício", continua o banco.
De acordo com o Fator, a reação do G20 foi anunciar o óbvio: "ninguém vai vender e desvalorizar seu principal ativo de reserva". Sobre o BCE, a instituição diz que a atitude já foi vista na semana passada, com compra de papéis da Itália e Espanha. "Risco para bancos e soberanos está lá e não nos EUA (que, de resto, emitem os dólares para pagar suas contas)."
Para o banco, a posição dos EUA no centro do império não mudou: "eles ainda vão cobrar muito imposto do mundo pela senhoriagem de emitir dólares". Mesmo assim, a casa acredita que o país entrará em recessão, mesmo sem nota da S&P. As chances de isso não acontecer são pequenas e dependem de o Banco Central do País (se reúne amanhã) partir para uma terceira colocação de dinheiro no mercado.
No mercado de câmbio, o dólar opera em alta frente ao real nesta segunda-feira.
Europa
As bolsas de valores da Europa voltaram a cair nesta segunda-feira. O índice DAX-30 da Bolsa de Valores de Frankfurt despencou 5,02%. O FTSE-100, em Londres, recuou 3,39% e o CAC-40, em Paris, caiu 4,68%.
Na Espanha e na Itália, o mercado chegou a reagir ao anúncio de compra de títulos dos dois países pelo Banco Central Europeu, e abriu o pregão desta segunda-feira em alta. Mas no fechamento os índices viraram. O FTSE MIB da Bolsa de Valores de Milão caiu 2,35%. Na Espanha, o IBEX 35 INDEX recuou 2,44%.
Lideranças mobilizadas
Durante o fim de semana, as principais lideranças econômicas globais discutiram a situação do mercado, para evitar uma onda de contágio global.
Integrantes do grupo das 20 principais economias industrializadas e em desenvolvimento (G-20) disseram estar preparados para agir de forma coordenada com o objetivo de estabilizar os mercados financeiros e proteger o crescimento em meio à queda geral das bolsas asiáticas.
Os governos dos países do G-20 vão continuar em contato próximo e agir conforme a necessidade para "assegurar a estabilidade financeira e a liquidez nos mercados financeiros", diz um comunicado conjunto dos ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do G-20, divulgado pelo Ministério de Estratégia e Finanças da Coreia do Sul.
Bolsas asiáticas

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 fechou no nível mais baixo desde 17 de março. O índice caiu 2,2% e terminou aos 9.097,56 pontos. Na sexta-feira, a bolsa já havia fechado em queda de 3,72%, ainda repercutindo o pessimismo sobre a crise da dívida dos Estados Unidos e a na Europa.
Em Hong Kong, a Bolsa estendeu as perdas pelo quinto pregão consecutivo e o índice Hang Seng teve queda de 2,2%, aos 20.490,57 pontos.
Na China, as Bolsas tiveram a pior pontuação em mais de um ano, com as preocupações de que as turbulências globais poderão atingir fortemente o país asiático. O índice Xangai Composto caiu 3,8% e terminou aos 2.526,82 pontos, o pior fechamento desde julho de 2010 e maior queda diária porcentual desde novembro. O índice Shenzhen Composto baixou 4,4% e encerrou aos 1.113,37 pontos.
O yuan se valorizou em relação ao dólar, após o rebaixamento da nota dos EUA. Isso fez com que o Banco Central chinês rebaixasse a taxa de paridade central dólar-yuan para o seu recorde histórico (de 6,4451 yuans para 6,4305 yuans).
Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul apresentou queda pelo quinto pregão seguido, na menor pontuação em quase dez meses, com agressivas vendas por parte de investidores de varejo. O índice Kospi recuou 3,82% e terminou aos 1.869,45 pontos, o pior fechamento desde 19 de outubro de 2010 - o índice acumula perdas de 14% nas últimas cinco sessões.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, teve a pior queda em dois anos. O índice S&P/ASX 200 baixou 2,9% e encerrou aos 3.986,1 pontos.
Bolsas no mundo
A queda nos mercados acionários começou mais cedo, em bolsas de menor expressão, e antes do anpuncio do BCE. No pregão de domingo, o primeiro dia útil em Israel, a bolsa de valores local fechou em forte baixa de 6,99%. Mais cedo, no início do pregão, a bolsa de Israel entrou em circuit breaker (quando as operações são suspensas), ao abrir os negócios despencando 6,5%.
A Bolsa da Arábia Saudita, a primeira a operar após o rebaixamento dos EUA, na sexta-feira à noite, fechou o domingo praticamente estável, em leve alta de 0,08%. No sábado, o pregão pós-rebaixamento, o mercado local havia caído 5,4%.